Confira o informativo da ABRH-Brasil no Estadão desta quinta-feira

Publicado: 27 de setembro de 2018

Quando a tecnologia afeta o emprego

Diferentemente do que alguns pregam, não acredito que o desemprego decorrente da adoção de novas tecnologias pelas empresas possa, de alguma forma, incentivar um aumento de ações na Justiça do Trabalho. Uma ação despropositada dessa não teria respaldo, seria retrógrada e, por consequência, revisar a legislação trabalhista sobre esse aspecto não faria sentido.

Acredito muito que as negociações sempre podem evoluir, melhorar, pois particularidades podem sempre ser revistas e flexibilizadas, mas nunca do ponto de vista legal ou moral!

Qualquer discussão – ou aprimoramento – da modernização trabalhista, sobre utilização de novas modalidades de trabalho, ou dos mais modernos recursos tecnológicos, deve, sempre, estar pautada pela ética, caso contrário, nossos valores e aspirações de uma vida mais digna deixarão de existir. Portanto, esse debate precisa acontecer em outro patamar.

Li um artigo de Sarah K. White, senior writer da CIO Online (EUA), que me fez pensar e concordar com ela de que uma coisa é certa: haverá uma ruptura nos próximos anos na relação trabalho-emprego, conforme a Inteligência Artificial (IA) e a automação instalarem-se em nossas empresas.

Erik Brynjolfsson, diretor da Iniciativa sobre a Economia Digital do MIT e professor do MIT Sloan School of Management, diz: “… mas, se entendermos melhor esses efeitos e trabalharmos para reinventar nossos processos de negócios, poderemos aproveitar essas tecnologias para criar muita riqueza e muitos benefícios para muitas pessoas diferentes”.

Portanto, podemos considerar que a tecnologia não acaba com empregos, mas exige que efetuemos nossa “lição de casa”, ou seja, façamos como o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, que criou um conjunto de dados chamado ONET, no qual inclui descrições de 964 ocupações no país.

Em cada trabalho, eles elaboraram uma lista que inclui cerca de 20 a 32 tarefas, com um total de mais de 18 mil existentes! Com isso, procuraram identificar quem possuía o melhor desempenho: a inteligência artificial ou o homem?

A IA mostrou-se melhor na maioria dos casos, mas em muitas das tarefas os humanos se destacaram.

Não temos notícia desse estudo ou preocupação em efetuá-lo aqui no Brasil.

Acredito que nossas áreas de Tecnologia e RH precisarão coordenar conjuntamente treinamentos com conteúdos em que a IA e os humanos aprendam a trabalhar juntos e os robôs auxiliem a aliviar tarefas demoradas, trabalhosas, tediosas ou mesmo fisicamente extenuantes sem que isso implique a perda de empregos. Um bom exemplo são os robôs já utilizados em cirurgias e exames laboratoriais na área da saúde.

Ainda, de acordo com Elisabeth Reynolds, diretora executiva do Grupo de Trabalho do Futuro do MIT, existe o argumento de que os “co-bots”, nome dado às máquinas de IA, estão criando mais oportunidades para os colaboradores, que agora estão livres para trabalhar em tarefas mais complexas, ou seja, aumentar suas qualificações individuais.

O futuro dos robôs e da IA em nossas empresas não está isento de riscos, pois, assim como em outras situações, as organizações precisarão gerenciar riscos, problemas e/ou obstáculos. Cabe a essas mesmas organizações, mais a sociedade e o poder público, aprimorarem negociações de melhores projetos!

 

 Braço legislativo da ABRH em todo o Brasil, o CORHALE tem como objetivo principal acompanhar e influenciar a formação das leis que afetam as relações trabalhistas no país. O trabalho do comitê conta com o apoio de uma assessoria profissional em Brasília.

Acompanhe pelo Radar CORHALEwww.corhale.org.br

 

 

SECCIONAIS EM AÇÃO

Faixa Brasil

 

Revolução 4.0 norteará 13° Congresso da ABRH-BA

A 4ª Revolução Industrial, ou Revolução 4.0, como é mais conhecida, e seus impactos na gestão de pessoas serão o tema central da 13ª edição do congresso de gestão de pessoas, que a ABRH-BA realizará no próximo mês.

Centro das principais discussões no mundo dos negócios, a Revolução 4.0 se relaciona com os impactos trazidos pela integração entre diferentes tecnologias com as dimensões digital, física e biológica. Na primeira Revolução industrial, foram as máquinas o principal fator de transformações. Na segunda, a indústria química. Na terceira, a convergência de tecnologia high-tech.

“Ninguém está protegido da Revolução 4.0, que promete mudar o mundo drasticamente; muito menos quem tem por ofício a gestão de pessoas. A nova revolução industrial é um movimento de transformação que impacta a forma como as pessoas se relacionam, se capacitam, se expressam, se conectam e produzem, criam e inovam. A boa notícia é que esse é um movimento global, portanto, todos vivemos juntos essa transformação”, avalia Margot Azevedo, presidente interina da ABRH-BA.

“Acreditamos que, tendo uma boa visão do macrocenário, vamos compreender com mais propriedade as diversas mudanças relacionadas à área de gestão de pessoas”, assinala.

Programação

Nos dias 25 e 26 de outubro, das 7 às 18 horas, os principais aspectos desse movimento mundial estarão em debate no Hotel Othon Palace, em Salvador. Palestras, workshops e painéis abordarão assuntos como Compliance – Por que é necessário falar sobre isso?; O futuro do ser humano no mundo das coisas; A mente além do cérebro; e O mindset do profissional contemporâneo e os desafios do líder digital.

No painel Baianas da gema, o público poderá conhecer a visão de mercado das empresas locais – Avatim, Limiar e Mendoá – a partir da Revolução 4.0. A trajetória dessas organizações e seus cases inspiradores também serão apresentados pelos CEOs.

Além da programação regular do congresso, minicursos serão ministrados por especialistas como Ana Pires, cofundadora da Clara Idea, que vai falar de design thinking.

Para participar dos minicursos, é preciso fazer um investimento à parte. Os valores são diferentes para congressistas e não congressistas.

ABRH-BA - logo_congresso2018
Informações e inscrições:
goo.gl/h1Q458

 

Capixabas vão debater o RH e a sustentabilidade

No dia 4 de outubro, das 14 às 17 horas, a ABRH-ES realizará o Fórum RH e sustentabilidade – 10 Desafios. O evento, que vai acontecer no auditório Parque Botânico da Vale, em Vitória, será apresentado por Ricardo Voltolini, diretor de Sustentabilidade da ABRH-Brasil e idealizador do Guia de Sustentabilidade para RH: 10 Desafios.

Com o fórum, a ABRH-ES quer levar aos profissionais do estado uma nova visão sobre os problemas enfrentados pelo RH das empresas brasileiras e como esse departamento pode ajudar a inserir a sustentabilidade no planejamento estratégico das organizações.

Além de integrar a diretoria executiva da ABRH-Brasil, Voltolini (foto) é um dos primeiros consultores em sustentabilidade empresarial do Brasil e diretor-presidente da consultoria Ideia Sustentável.

Informações e inscrições:
goo.gl/tyCGrX

 

Ciclo mineiro

Também no dia 4 de outubro, a ABRH-MG promove o seu encontro mensal de debates, que, até dezembro, abordará Inovação, Cultura e Pessoas. O assunto foi definido a partir da premissa de que um dos grandes desafios das organizações é vencer a batalha pelo coração das pessoas, sejam clientes, colaboradores, investidores, parceiros ou órgãos públicos.

O primeiro encontro desse ciclo contará com o workshop Liderança e construção de narrativas estratégicas, com Isabela Scarioli, head de Comunicação e Marketing do Seed.

O evento acontece no Hub Minas Digital, em Belo Horizonte, a partir das 19 horas.

Informações e inscrições:
goo.gl/52Xr9K

 

GESTÃO DE PESSOAS

Empresas vão compartilhar jovens talentos

Geralt/Pixabay

A Aliança pelos Jovens, iniciativa liderada pela Nestlé com o objetivo de aumentar a empregabilidade de jovens profissionais, comemorou o primeiro aniversário neste mês com novidades.

A primeira delas é a criação de um programa de estágio com rotação dos estudantes e a criação do Banco de Talentos Compartilhado, para ampliar a exposição de jovens aos postos de estagiários, trainees e analistas juniores das empresas que compõem a Aliança.

Essas iniciativas irão ajudar na meta de criar 26 mil postos de trabalho em 2019, sendo 20 mil vagas para jovens até 30 anos e 6 mil oportunidades de primeiro emprego para aprendizes, estagiários e trainees.

Além disso, há o compromisso de impactar diretamente ao menos 110 mil jovens com conteúdos de preparação para o trabalho.

CONQUISTAS

No primeiro ano, a Aliança realizou várias ações que impactaram mais de 98 mil jovens. Juntas, as empresas também criaram mais de 20 mil oportunidades para esses profissionais.

Barry Callebaut, Bemis, Braskem, Bunge, Cargil, CIEE, CSN, Dairy Partners Americas, Engie, Galderma, Givaudan, Google, GRSA, Klabin, Nielsen, Owens-Illinois, Sodexo e Tetra Pak participam da iniciativa.

 

FINAL DE ANO

Contratações temporárias devem crescer 10%

O aumento da demanda de produção na indústria e de vendas no comércio com a proximidade das compras sazonais de Dia das Crianças, Natal e Ano Novo já movimenta o mercado de contratação temporária em todo o país. Dados da Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário) e Caixa Econômica Federal apontam que neste ano deve ocorrer um crescimento de 10% se comparado ao último quadrimestre de 2017.

A projeção de alta é influenciada, principalmente, pelas contratações na indústria. A estimativa da Asserttem é que 434.429 postos de trabalho temporário sejam oferecidos entre setembro e dezembro, ante 394.935 empregos originados no mesmo período de 2017.

O número previsto fica ainda mais representativo se comparado ao total de vagas de 2016, quando foram geradas 355.322 oportunidades. Nesse caso, a alta é de 22%, mas ainda longe de alcançar o registrado no fim de 2014, quando 490.435 pessoas retornaram ao mercado de trabalho, antes da crise econômica se intensificar e deixar um histórico de desemprego, estagnação da economia e baixo poder de consumo.

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